quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O eleitor que queria. . .

O engenheiro Miguel Oliveira Rodrigues, candidato a vice-prefeito pelo PMDB na eleição de 2008, na chapa PT/PMDB, durante a campanha passou um grande susto ao se deparar com um eleitor que tinha pretensões estranhas.

Conta o Dr. Miguel que depois de um comício, cansado tendo tido um dia cheio, com caminhada, visita a eleitores, finalizando com um comício no bairro Liberdade, com todos os contatos que normalmente acontecem no termino dos comícios, eleitores sozinhos ou em grupos querendo tirar alguma coisa dos candidatos, no mínimo promessas.

Miguel foi sozinho até a Praça do Rato, local no centro da cidade propício para alimentação, onde existem barracas para venda de guaraná da Amazônia e principalmente cerveja.

Pediu uma cerveja e estava ali, sozinho saboreando aquela cervejinha estupidamente gelada, pensando na campanha e avaliando as atividades daquele dia, quando surgiu um rapaz que lhe abordou.

O rapaz segundo conta o Doutor Miguel, era um indivíduo daqueles que não olham a gente de frente, muito menos nos olhos, fala com a cabeça baixa, perguntou com uma voz baixa, quase indecifrável, com um pouco de gagueira:

_ O senhor que é o Doutor Miguel, o o o vice do Jo Jo Joilson?

Responde Miguel:

_ Sim senhor meu amigo, em que posso ser útil?

O rapaz respondeu com uma voz quase imperceptível, e fazendo um gesto com as mãos aberta, mas com os dedos unidos, levanta o antebraço até que as mãos fiquem na altura da cintura e flexiona o antebraço várias vezes no sentido paralelo a seu corpo meio de lado e diz:

_ EEU QUERO;

_ EU QUERO.

Repetiu o gesto, três vezes. concomitantemente com sua fala

Miguel até entendeu o que o rapaz queria, mas não entendeu absolutamente porque estava dizendo isso a ele Miguel.

Pensou: Será que eu dei alguma bandeira, algum trejeito, será que esse indivíduo está achando que eu sou BICHA?

Bicha é uma palavra do vocabulário do Miguel, do tempo dele, mas poderia ser veado, homossexual, biba.

Com muita indignação Miguel perguntou:

_ Meu amigo o que você quer mesmo, eu não estou entendendo?

O rapaz foi claro, desta vez com a voz mais firme.

­_ Eu quero Fd.... .

Imediatamente Miguel pergunta:

E onde eu entro nisso?

Respondeu o rapaz, quase desesperado:

_ Arrumei uma gata, não tenho o dinheiro de pagar o quarto, me arruma dez reais.

Imediatamente Miguel retirou do bolso vinte reais deu ao rapaz que foi embora.

Miguel ficou ali, saboreando sozinho aquela cerveja e aliviado pelo fato de não ser ele o objeto de desejo daquele moçoilo.

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